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    16 January

    Tantra

    O Tantra
    :: Acid ::

    Quando se fala em Tantra, a maioria das pessoas pensa logo em sexo. Mas não é nada disso, e é um símbolo claro da deturpação com que recebemos as doutrinas orientais aqui no Ocidente. Um texto de Enki, da lista Voadores, ajuda a esclarecer o que é o Tantra:

    O Tantra pode ser considerado como uma continuação dos ensinamentos antigos e tem sua origem nos Vedas, sendo muitas vezes considerado como o quinto Veda. Muitos iniciados sustentam até uma idade bem mais antiga aos Tantras, afirmando que foram os Vedas que se originaram dos Tantras e não o oposto. O Tantra pode ter surgido a mais de sete mil anos. Há indícios de praticas tântricas nos Vedas, confirmando sua antiga origem e, apesar das similaridades, a corrente védica e tântrica são distintas, sendo o Tantra um complemento importante para a corrente védica de conhecimento. As relações entre Tantra e os Vedas continuam grandes e complexas até hoje.

    Os objetivos do Tantra

    A disciplina tântrica ou Tantra-Yoga tem como objetivo o resgate da percepção do fluxo continuo da consciência, da percepção unitiva da consciência. Para isso ela usa da compreensão do mundo em que vivemos baseados no Samsara, cuja origem é o Karma. Samsara é a existência cíclica de nascimento, morte, renascimento (morte, renascimento...) O que conhecemos como destino nada mais é do que as relações kármicas que existem entre os seres. Karma é ação, seja ela boa ou ruim, e suas respectivas reações. O ocidental costuma confundir dharma com o "karma positivo" e karma com o "karma negativo". Dharma é palavra sânscrita que possui várias traduções de acordo com o contexto. No budismo ela vai representar a Lei Devidamente Apontada e no hinduísmo recebe a tradução mais comum de Dever, seja ele espiritual, social ou moral. O iniciado tântrico usa de dois meios importantes e complementares para compreender o mundo em que vive para assim transcendê-lo. São eles: O domínio dos reinos sutis através do desenvolvimento dos centros psico-espirituais e a investigação descriminativa dos objetos exteriores (mundo objetivo) e interiores (mundo subjetivo) através da meditação, a fim de se tornar mais sábio. Sabendo que o mundo é uma escola e que a vida é uma incessante busca pela sabedoria, o iniciado passa associar o Samsara a Maya ou ilusão (ilusões) enraizada firmemente na nossa incapacidade de compreendermos basicamente a nós e ao mundo. Para ilustrar melhor o objetivo do Tantra, finalizamos essa parte com as palavras de Shiva: "Samsara é a raiz do sofrimento. Aquele que vive no mundo é submetido ao sofrimento. Mas, ó Amado, aquele que pratica a renúncia, e nenhum outro, é feliz. Ó Amado, devia-se abandonar o Samsara, que é o local de nascimento de todo sofrimento, solo de toda adversidade e a morada do mal. Ó Deusa, a mente ligada ao Samsara está atada sem laços, cortada sem armas e exposta a um veneno terrivelmente poderoso".

    O Tantra foi desenvolvido e aprimorado por uma classe de seres conhecida como Siddhas, seres perfeitos e altamente iluminados. Dessa classe podemos citar nomes como Boghanathar, Agastyar, Babaji, Milarepa, Nagarjuna, Nandi e o próprio Shiva. Para entender o Tantra é preciso primeiro entender o ponto de vista consciencial de quem o desenvolveu.

    Os Siddhas possuíam uma visão
    monista pura, mas, no entanto eles não eram radicais. Sábios que eram, tinham o conhecimento de que a consciência humana se desdobra em vários graus e aspectos. Assim, foram densificando seus ensinamentos para atingir todos os níveis conscienciais. Revestiram o conhecimento mais sutil com a roupagem do profano, no sentido que rompiam com a velha ortodoxia brâmane, pois não consideravam as castas ou o grau social e consciencial das pessoas para passar o ensinamento espiritual. Esse rompimento tornou o tantra uma prática marginal, constantemente perseguida pelos brâmanes e seus praticantes sempre foram vistos com o "manto do mistério", sendo temidos por todos.

    No processo de "densificação" do conhecimento, os Siddhas explicaram o tantra com base nos referenciais mais acessíveis a todas as classes de seres. Esse processo deu origem a três escolas: o Kaula, que compreende o tantra da esquerda e o da direita; o Mishra, que é o caminho intermediário entre as práticas mais grosseiras e as mais sutis; e o Samaya, que é o caminho mais sutil - talvez até mais que o Advaita Vedanta - que é o caminho original dos Siddhas, o mais puro.

    Da época dessa densificação havia mestres competentes em todas as três escolas e o processo de aprendizagem não era deturpado. Com o passar do tempo esses mestres autênticos foram se tornando cada vez mais raros e os conhecimentos corretos foram se perdendo pelos caminhos dos egos dos seus praticantes de visão turva. Assim, a egrégora do Tantra foi se desfazendo, restando poucos mestres autênticos, entranhados nas montanhas dos Himalayas e que custam a passar o verdadeiro conhecimento, visto que é difícil achar um verdadeiro discípulo.

    Foi nesse caminho de deturpação dos ensinamentos que surgiram as primeiras práticas que associavam o sexo com o Tantra. Em verdade essa associação não existe, mas é fruto da compreensão turva de textos altamente sutis, que tratam de aspectos avançados da percepção consciencial, mas que usavam de linguagem metafórica para facilitar o entendimento. Essa sobreposição é facilmente perceptível quando se entende o ponto de vista consciencial dos Siddhas.

    As práticas do Tantra foram adequadas às suas escolas, existindo práticas avançadas de meditação, que estudam a manifestação consciencial até práticas físicas como o Hatha Yoga. Essas práticas se apóiam e se completam.

    http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=4145

    Manual de Sborevivência

    Manual de Sobreviência

    Depois de algum tempo você ainda é capaz de aprender a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança ou proximidade. E começa aprender que beijos não são contratos, tampouco promessas de amor eterno. Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos radiantes, com a graça de um adulto - e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, pois o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, ao passo que o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

    Depois de um tempo você aprende que o sol pode queimar se ficarmos exposto a ele durante muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe: algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo de vez em quando e, por isto, você precisa estar sempre disposto a perdoá-la.

    Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva um certo tempo para construir confiança e apenas alguns segundos para destruí-la; e que você, em um instante, pode fazer coisas das quais se arrependerá para o resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e que, de fato, os bons e verdadeiros amigos foi a nossa própria família que nos permitiu conhecer. Aprende que não temos que mudar de amigos: se compreendermos que os amigos mudam (assim como você), perceberá que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou até coisa alguma, tendo, assim mesmo, bons momentos juntos.

    Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito cedo, ou muito depressa. Por isso, sempre devemos deixar as pessoas que verdadeiramente amamos com palavras brandas, amorosas, pois cada instante que passa carrega a possibilidade de ser a última vez que as veremos; aprende que as circunstâncias e os ambientes possuem influência sobre nós, mas somente nós somos responsáveis por nós mesmos; começa a compreender que não se deve comparar-se com os outros, mas com o melhor que se pode ser.

    Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se deseja tornar, e que o tempo é curto. Aprende que não importa até o ponto onde já chegamos, mas para onde estamos, de fato, indo - mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar servirá.

    Aprende que: ou você controla seus atos e temperamento, ou acabará escravo de si mesmo, pois eles acabarão por controlá-lo; e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa o quão delicada ou frágil seja uma situação, sempre existem dois lados a serem considerados, ou analisados.

    Aprende que heróis são pessoas que foram suficientemente corajosas para fazer o que era necessário fazer, enfrentando as consequências de seus atos. Aprende que paciência requer muita persistência e prática. Descobre que, algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, poderá ser uma das poucas que o ajudará a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiências que se teve - e o que você foi capaz de aprender com elas -, do que com quantos aniversários você celebrou.

    Aprende que há muito mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens: poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela (a criança) acreditasse nisto! Aprende que quando se está com raiva se tem o direito de se estar com raiva, mas isso não nos dá o direito de sermos cruéis...

    Descobre que só porque alguém não o ama - do jeito que você deseja ser amado - não significa que esse alguém não o ame com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem demonstrar (ou vivenciar) o que poderia ser um grande amor.

    Descobre que nem sempre é suficiente perdoar ou ser perdoado por alguém: algumas vezes, o mais importante é perdoar a si mesmo. Assim, da mesma forma, não é suficiente amar as pessoas e ser amado por elas: é igualmente fundamental que amemos a nós mesmos! Aprende que com a mesma severidade com que julgamos, em algum momento poderemos ser condenados... Aprende que não importa em quantos pedaços o seu coração foi partido: simplesmente o mundo não irá parar para que você possa consertá-lo.

    Aprende que o tempo não é algo que possa voltar atrás. Portanto, plante, você mesmo, seu jardim e decore sua alma - ao invés de esperar eternamente que alguém lhe traga flores. E você aprende que, realmente, tudo pode suportar; que realmente é forte e que pode ir muito mais longe - mesmo após ter pensado não ser capaz. E que realmente a vida tem seu valor, e, você, o seu próprio e inquestionável valor perante a vida.

    William Shakespeare

    Rod Hanna

    Putz! Fui no show do Rod Hanna em Nuporanga esse final de semana. Até que foi legal. Cidadezinha pequena, pacata tranquila. Umas 500pessoas no salão. Só que tava quente, e como tava. Só que eu tava cansada pra caralho. Nem deu pra curtir tanto.Mas a cia. era muito boa.
    08 January

    Reencontros

    Ontem  tive a oportunidade de reencontrar velhos colegas e amigos de faculdade. E também de conhecer novos. Foi realmente delícioso o dia. Gostei muito de rever meu melhor amigo. Sinto muito a falta dele. E graças a Deus ele está bem como sempre, jovem como sempre.

    Shakty

    É Shakti que lhe convém

    Saiba que a força todo-poderosa que pode trazer-lhe a felicidade é a paz na liberdade que procura sempre se manifestar em você. Abra amplamente as portas de sua alma para que essa força possa inundar seu Ser de puro êxtase e impregnar de uma alegria inusitada seu intelecto, seu espírito, seus sentidos e seu corpo. Permita que esse poder divino que está em você transforme totalmente sua vida em uma existência de luz, sabedoria e beatitude. Descarte os obstáculos, destrua as barreiras, quebre os entraves que o impedem de acessar essa grande fonte. Conserve com perfeita maestria as energias de seu intelecto, de sua vontade e de seu corpo, concentrando-as em uma única tarefa e em um único objetivo: a conscientização de sua natureza divina. Não desperdice suas forças no encalço de satisfações e alegrias efêmeras da vida exterior. Ilumine o intelecto, desenvolva a vontade, purifique o coração e o corpo. Ganhará, dessa forma, uma enorme força de compreensão, aliada a um gozo total da vida eterna.

    O homem habitualmente se apega aos objetos porque acredita que vão trazer-lhe felicidade, tornando-se, dessa forma, escravo das coisas exteriores. Quando, porém, encontra a felicidade dentro de si, quando não depende mais desses contatos externos, reencontra o domínio de si. Seja, pois, o Amo. Fique sempre em contato com o Atman imortal e onipresente e, ligando-se inteiramente à divindade que a tudo abraça, torne-se uma força voltada para a justiça.

    Você nasceu para alcançar a grande Verdade e para realizar grandes feitos. Está em seu poder elevar-se a esse estado supremo. Não desperdice, pois, sua energia em desejos frouxos, em ofensas irracionais, em ações sem nenhum mérito. Não se desespere nunca, não se entristeça diante de uma derrota ou de uma frustração, pois cada crise de ansiedade ou desgosto consome grande parte do seu poder físico e mental. Não se precipite em suas conclusões ou julgamentos, não seja sensível a emoções passageiras e não se lance egoisticamente na ação. Esta vida é uma ótima oportunidade para atingir a verdadeira paz e beatitude eternas. Entre, pois, em si mesmo, com um espírito decidido e aventureiro, e descubra a fonte imortal do Ser. Acenda o incenso da alma e transforme a vida em um derramamento divino, em uma oferenda, em um sacrifício a fim de purificar sua essência eterna.

    Seja o venerador do Amo todo-poderoso dos mundos, alcance a liberação e a bênção, o poder e a glória, a imortalidade e a beatitude. É Shakti, a força universal, que lhe convém, que o exaltará e o libertará das amarras do mental e do corpo. Para os que crêem e entregam-se a Ela, a Mãe divina é plena de misericórdia. Submeta-se a sua vontade e suas provas e irá tornar-se seu herói invencível, sempre pronto a obedecer-lhe às ordens infalíveis. Você não é uma criatura fraca e insignificante. É o filho radiante da mãe resplandecente, de quem o canto de vitória e de poder ressoa através dos mundos e do espaço. “Glória eterna a ti, ó filho dessa grande Mãe!”

     

    O Ser Humano

    O ser humano é uma parte do todo que conhecemos como “Universo”, uma parte limitada pelo tempo e espaço.
    Ele se experimenta e experimenta seus pensamentos e sentimentos como algo separado do resto – uma espécie de ilusão ótica da consciência.
    Essa ilusão é um tipo de prisão, pois nos restringe a desejos pessoais e a uma afeição voltada para poucas pessoas mais próximas.
    Nossa tarefa consiste em libertar-nos da prisão ampliando nosso círculo de compaixão, para que abarque todas as criaturas vivas e a totalidade da natureza em sua beleza.

     

    Albert Einstein